Losing it

Sempre fui uma pessoa calma e pacífica nunca despertei grandes amores mas também nunca despertei muitos desamores. Em conformidade também nunca fui de não gostar de coisas ou pessoas, a minha mãe costumava dizer que “para a Ana está sempre tudo bem” e deve ter sido por ter estado tudo sempre tão bem, durante tanto tempo, que o copo transbordou. “Estar sempre tudo bem” não é boa política, nem mesmo para aqueles que não querem ter chatices, um dia a acordas e puff a paciência foi-se e voltar a encontra-la é tarefa quase impossível. Também não sou de rancores, normalmente zango-me, digo o que tenho a dizer é terapeutico e dali a meia hora já me passou. Tudo se transforma, tudo evolui mas neste caso em particular sinto-me a andar para trás. Há umas quantas personagens com quem tenho muita dificuldade em lidar. Com quem chegou a um ponto que se pega num tique, que pode ser tão insignificante como ter o dedo mindinho esticado a beber o café, e já não se aguenta, só tenho é vontade de lhes bater. Pode ser que isto seja do calor mas até me faz mal ao coração…

p.s. “estar sempre tudo bem” é o mesmo que dizer às outras pessoas que tu não te importas e elas podem fazer o que entendem, como entendem.  Elas habituam-se a levar a delas avante sem reconhecimento de que às vezes não é bem aquilo que é bom para o outro… não há nada pior nesta vida do que a habituação.